(Janeiro, 2017)
Sento-me a um canto mirrado ao fundo daquele corredor, só consigo sentir a humidade na casa, acho que as paredes choram o que eu não consigo! Hoje vi-te de novo, na minha memória, senti a tua pele, o teu condicionador de cabelo e tanto mais que não se expressa em palavras.. tenho medo de ti, estás longe mas perto ao mesmo tempo. Nem consigo sequer decifrar-te quanto para mais concluir-te, está a haver um completo extermínio da minha sanidade mental, quero que desapareças o mais depressa possível, mas quando estou finalmente a conseguir salvar-me eis que surge algo que me faz voltar aquele inicio, sentados nas estacas de madeira a falar sobre a ciência das folhas caírem no outono, ou o porquê das nuvens fazerem desenhos obscenos! O meu medo é maior que a coragem para te falar nos olhos, rezo todos os dias para que pudesse ser o embaixador do impulso e declarar-me a ti em verso ou prosa.. Preciso de queimar as minhas ideias no cimo de um arranha céus para descerem até ti! Esta casa está a apodrecer aos poucos, ela entende que as minhas gargalhadas são fake e que a janela do meu quarto é, há anos a minha melhor amiga todas as noites, recosto-me em cima do móvel a ouvir um som enquanto vejo os vizinhos no outro lado da rua a serem felizes, na esperança que eu tenha um amor sósia do amor deles .
To the moon and back, JotaCê

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