"Todas a vezes que me tento lembrar do cheiro a relva cortada, ou da brisa a tocar me no rosto, o cheiro do cloro ou qualquer dessas sensações me faz lembrar o dia em que toquei os teus olhos pela primeira vez, com um sorriso igualmente deslumbrante como aquela primavera, é o chamado o amor das sensações, houve tanto para contar até chegarmos a esta nossa fase esta rotina amorosa que nós vivemos por culpa própria ou pelos eruditos do tempo.
Conheço tão bem os teus fios de cabelos como a linha dos teus pensamentos que são magicamente extraordinários, a forma como rodas as órbitas sempre que me declaro a ti, sabes que vais ficar corada de tal forma que eu vou sorrir de forma desajeitada
também.. Todos os outros dias são igualmente majestosos, o despertar às 07h30 é sempre certo e ficarmos de ronha até as 07:45, aliciante no mínimo, às vezes quando fazemos a cama os dois, rebolamos de volta para ela, e lá vão mais 10 minutos, daí vingaste na primeira refeição e com destreza, engoles o pequeno almoço para perderes 2 minutos antes de saíres com um beijinho que satisfaz o dia de ambos e um bom dia amor.
É tão inocente como pura aquela alma, até irritada é generosa, ponderada e apaixonante, inicia uma conversa ao fim do dia comigo com o copo de vinho na mão, exaltada com a rotina do trabalho, e a cada minuto que se irrita , tudo nela acalma ao mesmo tempo, a serenidade volta e percebe que foi só mais um dia e que está tudo sobre controlo, e nas mãos dela, faz como de costume o apanhar do cabelo e prende-o com o elástico e deita a nuca na minha coxa, ela segreda-me que é a parte favorita do dia dela, (e do meu também). De repente estamos no teu dia favorito da semana, é qualquer coisa como domingo, é o dia para a qual fomos feitos, nem missas, nem o vestir do fato e gravata, simplesmente dormir até o encéfalo ou o hipotálamo nos despertar pelo meio dia, o beijo matinal de bom dia no teu pescoço, e ficar com o cheiro a frutos silvestres nos lábios e no nariz e cozinhar para ti com esse gosto tão tranquilo de um domingo de manhã, como normalmente acordas com o cheiro da comida e com o som da minha roca voz matinal a cantar algumas das poesias das tuas bandas favoritas que gravaste na minha memória imaculadamente, segue-se de um encosto ar de leve do seu rosto nas minhas omoplatas e aquele beijinho reconfortante, que causa um arrepio pela espinha, como eu gosto, amor.
O detalhe como barbaramente comes as panquecas e te ris a ver gossip girl, how I meet your mother ou até mesmo os friends com episódios que tem mais de uma década.
A simples forma como me tentas apanhar na rampa para o centro comercial para iniciarmos a nossa caminhada domingal, como brincas no chão escorregadio do continente passem os anos que passar, a mania parva de mexeres numa pescada e me vires untar o nariz porque sabes que não gosto e as minhas "imprevisíveis" cócegas de retorno ao cheiro horrivel do peixe que faz de nós o centro das atenções no hipermercado!
Mesmo quando estamos chateados a telepatia nas sms trocadas é incrível e inevitável, nós balançamos mas vamos sempre para o mesmo lado e mantemos o equilíbrio, seja no dia a dia, seja no ginásio, em casa dos teus pais, ou no café. Há certos dias que custa ouvir-te chorar quando falas com o teu irmão, quando vês os teus sobrinhos por web, mas compensa quando trago as tuas melhores amigas ao restaurante ou a casa sem tu saberes, eu reconheço o orgulho que tens em mim no abraço apertado e na segurança com que me agarras a mão, e tão bem que ficas neste nosso retrato boo"
É incrivelmente belo quando desenhamos tudo na nossa mente, mas, tudo deste nada passa de um esboço..
To the moon and back, JotaCê
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Texto registado na SPA.
To the moon and back, JotaCê

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